O Dia "D"
Bom, no dia aprazado para a cirurgia (ontem) cheguei cedo na clínica. Queria tirar algumas dúvidas com o Dr. Marcelo. Como sempre, muito gente fina, ele me atendeu solícito. Mas não após eu tomar um cha de cadeira esperando a aprovação final do plano de saúde (feita lá na clínica mesmo). Entrei no consultório e fiz algumas perguntas sonre a cirurgia PRK: tempo de recuperação, procedimentos etc. Ele tranquilamente detalhou todo o processo do procedimento, clareando pontos que para mim ainda estavam escuros. Fiquei bem mais tranquilo e confiante. O que ele detalhou foi exatamente o que me aconteceu algumas horas mais tarde:
Primeiro você deita no equipamento de cirurgia e ele tira uma foto de seus olhos. Isso servirá como referência posterior no momento da cirurgia. Caso você mexa o olho na hora da aplicação do laser, o equipamente percebe isso, e compensa o movimento, tendo com base essa foto.
Para quem vai fazer a personalizada há ainda uma outra foto tirara por outro aparelho.
Após isso começa o desagradável processo de dilatação das pupilas. Faço isso desde que tenho 11 anos e aquele colírio ainda arde do mesmo jeito...
Dilatadas as pupilas, seguimos para a sala de cirurgia. Meus olhos foram marcados com uma caneta especial. Acho que são pontos de referência apenas. Não dói nem incomoda.
Você deita no mesmo equipamento que tirou a foto e o cirurgião passa a lavar teu olho e pingar alguns colírios anestésicos. Até aí, tudo bem.
É colocado um equipamento em suas pálebras que impedem que você pisque ou feche o olho. A gente tem até a impressão que pode piscar, pois o outro olho está livre e pisca normalmente, mas o que está preso, não mexe um milímetro.
Após isso ele passa a raspar de leve sua córnea, para remover o epitélio externo. Não dói nada, mas é punk saber que é teu olho que está sendo raspado. Bom raspado é mais um termo técnico. Na verdade é um equipamento bem suave (pelo menos foi essa a minha impressão).
O cirurgião faz uma última lavagem e diz que iniciará o procedimento laser. Ele pede para que você olhe fixamente para a luz vermelha, que fica acima de você, bem diante do olho a ser operado.
Ao iniciar o processo, o equipamento emite uma série de estalos, e você sente que 'algo' está sendo feito em sua córnea. É exatamente o processo de fotoablação. Não precisa ter medo de piscar ou mover o olho. Se o paciente move o olho, o equipamento detecta e compensa o movimento (lembra do motivo para aaquela primeira foto?). Trata-se de uma tecnologia chamada de Eye Tracking. Segundo me informaram na clínica, foi desenvolvido por um engenhero da NASA.
Antes dessa tecnologia ser desenvolvida, se o paciente movesse o olho, era tarefa do cirurgião parar o procedimento, para evitar falhas no processo de fotoablação. O Eye Tracking tornou a cirurgia muito mais segura e rápida.
Voltando à descrição da cirurgia. Sim, você sente o cheiro de algo queimando, mas é de leve. Nada que te vá causar náuseas. E sim, é a sua córnea que está queimando. Não se preocupe, lembre-se que estamos sob efeito da anestesia.
O procedimento acaba cerca de 50 segundos após o início do laser. Rápido, simples e eficiente. No meu caso fiz apenas um olho. O outro será operado em uma semana.
Nova lavagem nos olhos e o médico coloca a lente terapeutica. Guarde minhas palavras: você irá odiá-la. Mas ela é necessária para proteger seu olho nos primeiros dias.
Pronto, finda a cirurgia, podemos ir para casa. Na PRK você não sai vendo quase tudo como la LASIK. Na verdade você vê um pouco melhor do que quando está sem óculos. Um tanto frustrante, mas para mim a segurança a mais compensa.
Na próxima postagem narrarei meus primeiros dias de recuperação ...
Primeiro você deita no equipamento de cirurgia e ele tira uma foto de seus olhos. Isso servirá como referência posterior no momento da cirurgia. Caso você mexa o olho na hora da aplicação do laser, o equipamente percebe isso, e compensa o movimento, tendo com base essa foto.
Para quem vai fazer a personalizada há ainda uma outra foto tirara por outro aparelho.
Após isso começa o desagradável processo de dilatação das pupilas. Faço isso desde que tenho 11 anos e aquele colírio ainda arde do mesmo jeito...
Dilatadas as pupilas, seguimos para a sala de cirurgia. Meus olhos foram marcados com uma caneta especial. Acho que são pontos de referência apenas. Não dói nem incomoda.
Você deita no mesmo equipamento que tirou a foto e o cirurgião passa a lavar teu olho e pingar alguns colírios anestésicos. Até aí, tudo bem.
É colocado um equipamento em suas pálebras que impedem que você pisque ou feche o olho. A gente tem até a impressão que pode piscar, pois o outro olho está livre e pisca normalmente, mas o que está preso, não mexe um milímetro.
Após isso ele passa a raspar de leve sua córnea, para remover o epitélio externo. Não dói nada, mas é punk saber que é teu olho que está sendo raspado. Bom raspado é mais um termo técnico. Na verdade é um equipamento bem suave (pelo menos foi essa a minha impressão).
O cirurgião faz uma última lavagem e diz que iniciará o procedimento laser. Ele pede para que você olhe fixamente para a luz vermelha, que fica acima de você, bem diante do olho a ser operado.
Ao iniciar o processo, o equipamento emite uma série de estalos, e você sente que 'algo' está sendo feito em sua córnea. É exatamente o processo de fotoablação. Não precisa ter medo de piscar ou mover o olho. Se o paciente move o olho, o equipamento detecta e compensa o movimento (lembra do motivo para aaquela primeira foto?). Trata-se de uma tecnologia chamada de Eye Tracking. Segundo me informaram na clínica, foi desenvolvido por um engenhero da NASA.
Antes dessa tecnologia ser desenvolvida, se o paciente movesse o olho, era tarefa do cirurgião parar o procedimento, para evitar falhas no processo de fotoablação. O Eye Tracking tornou a cirurgia muito mais segura e rápida.
Voltando à descrição da cirurgia. Sim, você sente o cheiro de algo queimando, mas é de leve. Nada que te vá causar náuseas. E sim, é a sua córnea que está queimando. Não se preocupe, lembre-se que estamos sob efeito da anestesia.
O procedimento acaba cerca de 50 segundos após o início do laser. Rápido, simples e eficiente. No meu caso fiz apenas um olho. O outro será operado em uma semana.
Nova lavagem nos olhos e o médico coloca a lente terapeutica. Guarde minhas palavras: você irá odiá-la. Mas ela é necessária para proteger seu olho nos primeiros dias.
Pronto, finda a cirurgia, podemos ir para casa. Na PRK você não sai vendo quase tudo como la LASIK. Na verdade você vê um pouco melhor do que quando está sem óculos. Um tanto frustrante, mas para mim a segurança a mais compensa.
Na próxima postagem narrarei meus primeiros dias de recuperação ...
Comentários