Novos Rumos

Durante minha vida atual, por várias vezes meditei sobre a possibilidade de aquisição de uma moto. Dirijo carros desde os 18, mas sempre desejei pilotar. Por várias vezes desisti da idéia. Fosse por questões de segurança, por não poder investir no momento ou simplesmente por preguiça em fazer o curso numa moto escola, a coisa nunca decolou. Esse ano foi diferente. Resolvi superar esses obstáculos e tornar realidade o antigo plano.

O primeiro problema foi aprender. Entrada de processo no DETRAN, pesquisa de uma moto escola decente e com bom preço, pagamento de taxas, aulas e, de quebra, um curso de primeiros socorros e direção defensiva exigido pelo DETRAN a todos os motoristas (com CNH anterior a 1998) que esteja renovando a carteira. Assim, para começar a aprendizagem esperei uma semana.

As aulas de moto foram uma experiência realmente nova para mim. Nunca havia pilotado. Nem mesmo fora passageiro (o vulgo "garupa"). Andar na garupa pela primeira vez é algo um tanto intimidador, mas que acostuma com o tempo. Todo dia eu ia da moto escola para a pista de treinamento. O trajeto durava apenas alguns minutos, mas nos primeiros dias eu sempre chegava com uma certa cãimbra nos antebraços devido à força com que me agarrava às alças de apoio do garupa.

Nesse período de aulas, pesquisei quase freneticamente as diversas motos disponíveis no mercado nacional. Obviamente iniciei pelas Hondas, mas logo percebi que havia outras fabricantes tão boas quanto a honda, e que mostravam amplas vantagens até. Assim, para resumir, as finalistas eram a Suzuki Intruder 125 e a Yamaha XTZ 125 (Dei preferência às 125 devido à economia delas). Fiquei apaixonado tanto pelo design Custom e clássico da Intruder, quanto o estilo trail e agressivo da STX. Ambas são excelentes motos, sem sombra de dúvidas melhores que sua concorrente 125 da Honda (opinião pessoal minha). Como economia era algo pertinente, escolhi a Intruder pois estava bem mais barata. Assim, com o valor da diferença, eu poderia investir em acessórios.

As aulas se prolongaram por três longas semanas devido a um feriado prolongado no caminho. Ao término, fiz o teste no DETRAN e felizmente passei, apesar do excesso de nervosismo. Quando soube que passei fui direto à concessionária fechar o negócio. Isso foi rápido. Demorado foi esperar o detran documentar a moto e os correios (em greve na época) enviarem a carteira. Mais uma semana de espera... O fato é que a moto ficou pronta antes que a carteira nova chegasse. Pedi que um amigo meu fosse comigo à concessionária e voltasse guiando a moto (não queria problemas legais antes mesmo de começar a pilotar).

E a moto ficou em casa esperando uns dois dias até a CNH chegar... Mas finalmente, após mais de um mês de trabalho e espera, pude sair de casa pilotando. Agora faz um mês que estou com ela. Se eu tiver disposição suficiente, vou ainda postar como foram os primeiros dias. Por agora, já chega :P

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

GPS Intergalático

PC Siqueira vs. Felipe Neto

Gene vs. Anonymous